Passos sobre um cemitério de nomes partidos
Conversa de mortos zumbificados
Promessas de um paraíso infernal
Paixões ardentes de efemeridade extrema
Rostos que se agonizam mutuamente
Rasa luxúria ante a profunda carência
Relutância de anjo caído
Malícia de demônio infantil
Fogo represado
Recorrência contínua
Quando a luz no fim do túnel?
Haverá forças para voltar?
Restará íntegro o que um dia foi?
Quão inabalável é a pureza de quem se rende?
Por quantas eras se arrasta o teu carma?
Fecha os olhos que a noite te abraça
E logo o dia te renascerá.
19 de setembro de 2010, numa manhã de torpor.
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