Não domino a arte de não ser o que sou
Pancadas não me faltaram pra assimilar a lição
Os tropeços são contínuos e repetitivos
Tentaram a dor
Mandaram a solidão
Experimentaram o diferente
Mas nada
No fundo sou eu quem fico
Se é este que resta, fazer o quê?
Tenho de abraçá-lo
Acalento os seus desejos e sou ombro amigo de mim mesmo
Afinal, quem mais me restará?
Se não eu que estive comigo desde sempre
E assim me manterei até a última dança
Tal qual um pai consciente do seu dever e de suas limitações
Vou acompanhando o crescer desse menino-criança
Apoiando suas quedas
Retomando as lições
Impulsionando o seu futuro
Amando-o por aquilo que é e por tudo o mais em que se transforma.
"Ao escolher palavras com que narrar minha angústia, eu já respiro melhor. A uns Deus quer doentes, a outros quer escrevendo." Adélia Prado
terça-feira, 22 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
Dores
Tempo de refúgio
Horas de presságios
Dias de teto de gesso
Momentos de estática espera
Dores que castigam o corpo para enfeitar a alma
Liberdade forçada enviada pelo alheio
Saber celebrá-la é o remédio para a cura
Confirmação dos afetos
Elogios do despreendimento
Entregas sem culpas
Favores sem ônus
Faltas sentidas
Silêncios necessários
Prazeres comedidos
Alívio inesperado
Sossego merecido
Retomar o fôlego
Ressurgir do fundo
Reencontrar o rumo
Reluzir pro mundo
Horas de presságios
Dias de teto de gesso
Momentos de estática espera
Dores que castigam o corpo para enfeitar a alma
Liberdade forçada enviada pelo alheio
Saber celebrá-la é o remédio para a cura
Confirmação dos afetos
Elogios do despreendimento
Entregas sem culpas
Favores sem ônus
Faltas sentidas
Silêncios necessários
Prazeres comedidos
Alívio inesperado
Sossego merecido
Retomar o fôlego
Ressurgir do fundo
Reencontrar o rumo
Reluzir pro mundo
segunda-feira, 7 de março de 2011
Grifos
Acordei nessa manhã segundeira de claro sol e calma frieza
Questionando sobre a minha necessidade de ninho
Visitou-me de breve um cheiro reconhecível
Um odor de reencontro e aconchego-passarinho
Veio e passou
Apenas me despertou
Me atiçou e foi-se
Só pra dizer: " Ainda erro pelo mundo e você aí, não me acha, não me toma pra si."
Eu me viro e me aninho no único abraço que ainda me resta
Lembro de quem habita meu sonho agora
Pois é, já aconteceu de novo
Parei num sorriso que remete a beijos de alegria e prazer
Beijos faceiros de delicioso reconhecimento
De maliciosa promessa
Insisto em ver um encanto por mim que não deve ser meu
Nem sou eu ainda pra que saibas se mereço tanto
Mas se prometes assim, já quero
Já somos nós. Já é!!!
Seu corpo chama pro encaixe
Suas marcas pedem que eu te descubra
Que passeie no traçado rabiscado do teu corpo
E penso ver algo.
Na verdade, eu quero ver mais do que há
Sempre quero enxergar além
E forço a barra, talvez, na maioria das vezes
Faço da minha ilusão a realidade que ainda não existe
E nela me debrusço por instantes demasiadamente longos
É, foi perfume que me visitou
Quando chegou poderia ter trazido apenas memória em sua bagagem
Mas hoje, não
Pros dias de agora, é de promessas que sua mala pesa.
Questionando sobre a minha necessidade de ninho
Visitou-me de breve um cheiro reconhecível
Um odor de reencontro e aconchego-passarinho
Veio e passou
Apenas me despertou
Me atiçou e foi-se
Só pra dizer: " Ainda erro pelo mundo e você aí, não me acha, não me toma pra si."
Eu me viro e me aninho no único abraço que ainda me resta
Lembro de quem habita meu sonho agora
Pois é, já aconteceu de novo
Parei num sorriso que remete a beijos de alegria e prazer
Beijos faceiros de delicioso reconhecimento
De maliciosa promessa
Insisto em ver um encanto por mim que não deve ser meu
Nem sou eu ainda pra que saibas se mereço tanto
Mas se prometes assim, já quero
Já somos nós. Já é!!!
Seu corpo chama pro encaixe
Suas marcas pedem que eu te descubra
Que passeie no traçado rabiscado do teu corpo
E penso ver algo.
Na verdade, eu quero ver mais do que há
Sempre quero enxergar além
E forço a barra, talvez, na maioria das vezes
Faço da minha ilusão a realidade que ainda não existe
E nela me debrusço por instantes demasiadamente longos
É, foi perfume que me visitou
Quando chegou poderia ter trazido apenas memória em sua bagagem
Mas hoje, não
Pros dias de agora, é de promessas que sua mala pesa.
sábado, 5 de março de 2011
Todo Carnaval Tem Seu Fim
Fico muito tempo distante de mim,
Ou isso ou me duplico... me multiplico
Me desfaço em tantos outros quanto me acompanhe a versatilidade do meu pensamento
E não é que volto saudoso pra esse colo de mim mesmo?
Volto pra esse que sonha, que se emociona de poesia
Que idealiza, que ainda se encabula
Que se decide pela entrega
Que sempre há de se entregar
Nos últimos tempos foram muitas as idas e vindas
Nem sei se, dos pedaços que se foram, de tudo tive retorno
Muito menos da qualidade daquilo que voltou
Partículas maculadas remendam o esboço pálido de um idealista solitário
Preso num castelo que não pôde impedir a ruína de suas torres
Sopro aos ouvidos moucos minha filosofia pueril
Recito versos de uma poesia deslocada
Roubo a inspiração de quem nasceu sabendo
Meu festejo é no Bloco do Eu Sozinho
Mascarando as dores que não me abandonam
Reeditando-me em função de cada novo formato
Reuno numa comemoração aquilo que de mim o tempo ainda não usurpou:
A minha insistência em me fazer feliz.
Ou isso ou me duplico... me multiplico
Me desfaço em tantos outros quanto me acompanhe a versatilidade do meu pensamento
E não é que volto saudoso pra esse colo de mim mesmo?
Volto pra esse que sonha, que se emociona de poesia
Que idealiza, que ainda se encabula
Que se decide pela entrega
Que sempre há de se entregar
Nos últimos tempos foram muitas as idas e vindas
Nem sei se, dos pedaços que se foram, de tudo tive retorno
Muito menos da qualidade daquilo que voltou
Partículas maculadas remendam o esboço pálido de um idealista solitário
Preso num castelo que não pôde impedir a ruína de suas torres
Sopro aos ouvidos moucos minha filosofia pueril
Recito versos de uma poesia deslocada
Roubo a inspiração de quem nasceu sabendo
Meu festejo é no Bloco do Eu Sozinho
Mascarando as dores que não me abandonam
Reeditando-me em função de cada novo formato
Reuno numa comemoração aquilo que de mim o tempo ainda não usurpou:
A minha insistência em me fazer feliz.
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