Não domino a arte de não ser o que sou
Pancadas não me faltaram pra assimilar a lição
Os tropeços são contínuos e repetitivos
Tentaram a dor
Mandaram a solidão
Experimentaram o diferente
Mas nada
No fundo sou eu quem fico
Se é este que resta, fazer o quê?
Tenho de abraçá-lo
Acalento os seus desejos e sou ombro amigo de mim mesmo
Afinal, quem mais me restará?
Se não eu que estive comigo desde sempre
E assim me manterei até a última dança
Tal qual um pai consciente do seu dever e de suas limitações
Vou acompanhando o crescer desse menino-criança
Apoiando suas quedas
Retomando as lições
Impulsionando o seu futuro
Amando-o por aquilo que é e por tudo o mais em que se transforma.
Goiânia, 22 de março de 2011. Numa manhã de consciência de mim.
ResponderExcluir"Ou toca ou não toca", já dizia a grande Clarice Lispector. Esse poema me tocou, pq nele me encontrei. Simples assim, sem explicações. Senti, apenas. É tudo.
ResponderExcluirNão deixei de atualizar o blog. Vc escreve muito bem! =D
Abraço.
PS: se me permite, coloquei/coloco algumas vezes frases suas que li aqui no blog lá no meu orkut (devidamente creditados, claro!). Posso?
Claro que pode. Aproveita e me adiciona lá tb.
ResponderExcluirBrigado por todos os comentários que postou. Escrever é quase sempre um misto de grito de socorro com fome de vaidade,rsrs.
Abraço!