Fico muito tempo distante de mim,
Ou isso ou me duplico... me multiplico
Me desfaço em tantos outros quanto me acompanhe a versatilidade do meu pensamento
E não é que volto saudoso pra esse colo de mim mesmo?
Volto pra esse que sonha, que se emociona de poesia
Que idealiza, que ainda se encabula
Que se decide pela entrega
Que sempre há de se entregar
Nos últimos tempos foram muitas as idas e vindas
Nem sei se, dos pedaços que se foram, de tudo tive retorno
Muito menos da qualidade daquilo que voltou
Partículas maculadas remendam o esboço pálido de um idealista solitário
Preso num castelo que não pôde impedir a ruína de suas torres
Sopro aos ouvidos moucos minha filosofia pueril
Recito versos de uma poesia deslocada
Roubo a inspiração de quem nasceu sabendo
Meu festejo é no Bloco do Eu Sozinho
Mascarando as dores que não me abandonam
Reeditando-me em função de cada novo formato
Reuno numa comemoração aquilo que de mim o tempo ainda não usurpou:
A minha insistência em me fazer feliz.
Na contra-mão da folia, nascem essas palavras sopradas pela primeira-dama da poesia que me inspira. Abram alas à Elisa!!!!
ResponderExcluirGoiânia, 05 de março de 2011.