"Ao escolher palavras com que narrar minha angústia, eu já respiro melhor. A uns Deus quer doentes, a outros quer escrevendo." Adélia Prado

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Eterna Busca

Vivo querendo renegar alguns sinais que me ocorrem
Talvez por uma insistente necessidade de prova,
Que será sempre superada por uma nova dúvida a cada novo indício que me surja
Quero a resposta, mas não me decido ao certo em emitir a verdadeira pergunta
Pode ser que deseje materializar o imponderável
Tarefa árdua essa, a de dar forma ao que é etéreo

Caio, me espezinho, me lambuzo, me regozijo, me revolto... me desespero, ou nem tanto
Paro, me recomponho, me arremeto, me arrefeço, me dedico... me resgato, ou alguém o faz por mim
A cada novo ciclo desse sinto que algo muda
E o mais mágico: a resposta me toca na alma
É através dela que mais entendo
É pela intuição do bem e do amor que a vida me disciplina
Por mais estudante rebelde que eu me revele
Ela está sempre ali, professora-mãe-doutora, pra me impulsionar pro que de bom eu vim aqui fazer

Eu me resumo mais uma vez pra entender
Entender quem agora eu sou pra receber o que vem
Mas nesse instante eu só consigo sentir...
E talvez essa seja a verdadeira tarefa humana
Sentir a vida, e não entendê-la

Um comentário:

  1. Sentir e fazer.
    Prá quê entender??
    arrogância e vaidade nossas.
    Gostando de ver o senhor...
    Parabéns pelos escritos.
    Como é que eu faço prá ter um negóciodesses e, principalmente, depois ter tempo prá escrever??
    Acho que vou me aventurar, me desnudarnesse buraco negro prá virar poeira junto com todo mundo. Adiante, quixotes do mundo inteiro!!!
    Os moinhos estão próximos!!!!!
    A batalha é árdua e bela.
    Paz e Amor, guerreiro.

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